O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse hoje (3) que a
instituição está disponível para trabalhar em conjunto com o futuro
banco de desenvolvimento do Brics (grupo formado pelo Brasil, a Rússia,
Índia, China e África do Sul). A decisão de criar o banco foi anunciada
na semana passada, durante a quarta reunião do bloco, em Nova Delhi, na
Índia.
“Trabalhamos com os bancos regionais de desenvolvimento e tenho
parcerias com esses bancos”, disse Zoellick, no Fórum Boao, que debateu a
integração econômica da Ásia, em Hainão, na China. “Por princípio, se
os países do Brics pretendem desenvolver [o seu banco], nós
trabalharemos com ele.”, acrescentou.
A ideia é que a nova instituição bancária seja uma espécie de
alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Na semana passada, foi anunciada a criação de um grupo de trabalho,
integrado por representantes de todos os países do Brics. O grupo deve
definir os termos de referência, a estrutura do organismo, como será
integralizado o capital e as práticas de comércio bilateral e
multilateral.
A proposta do banco do Brics é estabelecer um mecanismo que permita
o financiamento de projetos exclusivamente nos países em
desenvolvimento. A ideia é que a presidência da instituição seja
rotativa entre os cinco integrantes do Brics. Paralelamente, os líderes
presentes aos debates deverão reiterar a defesa da ampliação do FMI.
Apoiaram a criação do banco a presidenta Dilma Rousseff e os
presidentes Dmitri Medvedev (Rússia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma
(África do Sul), além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.
Fonte: Agência Brasil/ Renata Giraldi
Nenhum comentário:
Postar um comentário